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A História da Esmeralda

Desde o início do pensamento humano, a esmeralda é considerada uma das pedras mais preciosas e desejadas em diversas civilizações. O nome é derivado da palavra Smaragdos, que em grego significa pedra verde ou apenas verde. Na antiguidade, qualquer pedra esverdeada era denominada dessa forma, contudo, o tom profundo da gema fez com que a esmeralda fosse conhecida como a “deusa verde de todas as pedras”, na Grécia Antiga.

As primeiras esmeraldas foram descobertas há cerca de 5 mil anos, no Egito. Posteriormente, a região de onde eram extraídas as gemas, próxima ao Cairo, recebeu o nome de Minas de Cleópatra, em homenagem à lendária rainha conhecida por usar diversas esmeraldas como adornos em suas vestes. Os egípcios chamavam a esmeralda de Pedra do Amor e acreditavam que ela poderia trazer a fertilidade e a reencarnação. As múmias eram sepultadas com esmeraldas ao redor de seus pescoços com a esperança de que as gemas pudessem oferecer juventude eterna.

Neste período, as esmeraldas eram trocadas e vendidas na rota da seda e, provavelmente, nesta época, a pedra foi relacionada à saúde e proteção, já que alguns mantras eram inscritos em sânscrito nas gemas para servir de talismãs.

Os gregos associavam a gema à vitória em guerras e como um símbolo do amor eterno. Por essa razão, ela sempre foi muito ligada à Afrodite, a deusa do amor. Seguindo os mesmos passos, os romanos utilizavam a esmeralda para homenagear Vênus, a deusa equivalente à Afrodite no panteão grego.

Durante o Império Romano, a pedra era bastante ligada à restauração da saúde dos olhos. Acredita-se que Nero, o tirânico imperador romano, usava lentes feitas de esmeraldas para proteger seus olhos enquanto observava os gladiadores batalhando.

Embora a esmeralda tenha desempenhado um papel importante na história do Egito, Grécia e Roma, os mais belos exemplares da gema estavam abrigados em solo latino americano e só foram descobertos quando os espanhóis chegaram ao Novo Mundo, por volta do século XVI.

Nesta época, os Incas já usavam as esmeraldas como joias em cerimônias religiosas há mais de 500 anos. Segundo a lenda, eles possuíam um exemplar do tamanho de um ovo de avestruz, que acreditavam ser a encarnação da deusa Umina, que, assim como Afrodite, era considerada a deusa do amor.

As gemas menores eram consideradas “filhas” de Umina e poderiam ser ofertadas como presentes à deusa por quem precisasse de uma ajudinha extra no campo amoroso.

Os espanhóis apreciavam mais os metais preciosos do que as gemas naturais. Isso fez com que os colonizadores espanhóis começassem a trocar as esmeraldas por ouro e prata com outros países.

Essa troca disseminou a pedra no continente europeu e chamou a atenção da realeza europeia e asiática, o que deu à pedra um status de símbolo real.

Hoje, a maior parte das esmeraldas são extraídas da Colômbia, Brasil e Zâmbia. Se antes eram símbolos da realeza, nos tempos modernos, as esmeraldas são muito associadas às celebridades e continuam entre as pedras preciosas mais cobiçadas do mundo.

Na era dourada hollywoodiana, a gema conquistou Marlene Dietrich, que adorava broches e braceletes de esmeraldas. Um de seus braceletes contava com um exemplar de 97 quilates!

Fatos interessantes

Veja alguns fatos interessantes e curiosidades sobre a esmeralda:

No Brasil, elas foram descobertas em 1963. As principais jazidas são encontradas na Bahia, Goiás e Minas Gerais.

Napoleão Bonaparte ofereceu com presente de casamento à Marie Louise um conjunto de esmeraldas, incluindo uma tiara, um colar, um par de brincos e um pente.

Uma lenda diz que, se em uma relação, um dos parceiros for infiel, a esmeralda perde a cor.

As bodas de 40 anos de casamento são representadas pela esmeralda.

Por ter uma densidade mais baixa, uma esmeralda de 1 quilate parece maior do que um diamante do mesmo peso.

Segundo a maioria das lendas, a pedra deve ser usada no dedo mínimo, no dedo anular, sobre o coração ou no braço direito. Apesar da esmeralda ser muitas vezes combinada com outras pedras em joias, ela funciona melhor sozinha, a menos que seja combinada com diamantes, que intensificam sua energia.

As esmeraldas eram temidas pelos magos, que não conseguiam agir se uma pedra estivesse nas proximidades. Onde quer que as esmeraldas fossem guardadas, seu usuário seria protegido contra criaturas venenosas, possessões demoníaca e feitiços.

No século III, a esmeralda era usada no tratamento de vista cansada. Era comum encontrá-las em mesas de trabalho. O costume era pausar o trabalho de tempos em tempos e olhar para elas para aliviar o cansaço dos olhos.

Por volta do século XIII, os médicos hindus consideravam que a esmeralda tinha um efeito laxativo e, além de curar disenteria, diminuía a secreção da bile e estimulava o apetite.

Na primeira década do século XVII, a cura para a diarreia consistia em colocar uma pedra de esmeralda sobre o abdômen e outra na boca do enfermo.

As Esmeraldas eram usadas como antídotos para venenos.

Carregar uma esmeralda no pescoço era um dos tratamentos prescritos para a epilepsia.

Em 2015, o Brasil perdeu para FM Holdings, empresa Americana, a disputa por uma enorme esmeralda encontrada na Bahia. A pedra estava em litígio entre tesouro nacional brasileiro, garimpeiros baianos, compradores de pedras e sócios do FM Holdings sobre a sua propriedade.

A pedra “Duque de Devonshire” é uma das maiores esmeraldas brutas já encontradas, pesando cerca de 1,383.93 quilates. Dizem que pertenceu ao Imperador do Brasil, Dom Pedro I. Hoje, a esmeralda está em exposição no museu de história natural de Londres.

Origem

A jazidas mais importantes estão localizadas na Colômbia, entre elas a Mina de Muzo, próxima a Bogotá. Ela foi explorada pelos Incas e abandonada.

Posteriormente, foi redescoberta no século XVII. Nessa mina, estão as esmeraldas mais preciosas do mundo. Outra jazida importante é a Mina de Chivor, também próxima a Bogotá. Assim como Muzo, foi explorada pelos Incas e posteriormente por colonizadores espanhóis.

O Trapiche, um tipo raro de esmeralda, é encontrado unicamente em minas colombianas. Este tipo de esmeralda possui uma inclusão natural de carbono que divide a pedra em seis partes, deixando-a com um visual único.

No Brasil, existem diversas jazidas na Bahia, Goiás e Minas Gerais. Geralmente, as pedras encontradas por aqui são mais claras do que as colombianas, com uma tonalidade levemente mais verde-amarelada do que verde-azulada. Os exemplares brasileiros também possuem menos inclusões, característica que fizeram do Brasil um dos maiores exportadores de esmeralda do mundo.

Já no Zimbabue, é comum encontrar pedras menores, contudo, de boa qualidade. Também há local de extração nos Urais, na Rússia, porém, menos importante, já que as pedras extraídas dessa localidade são opacas e turvas. Outras jazidas estão localizadas em Gana, Zâmbia, Tanzânia, Índia, Paquistão, Afeganistão, Austrália e Estados Unidos. Hoje, as famosas Minas de Cleópatra só possuem valor histórico.